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Cor de Laranja
| Alaranjado


Simboliza o ponto de equilíbrio
entre o espírito e a libido...

Mas o equilíbrio entre o espírito e
a libido é tão difícil que o
alaranjado se torna também
a cor da infidelidade e da luxúria.

A túnica dos monges budistas;
A cruz de veludo dos cavaleiros
do Espírito Santo;
O véu que Virgílio da a Helena;
As vestes das Musas;
As vestimentas de Dionísio...

[dicionário dos símbolos]

 

Claudio | 31 de janeiro de 2003

Palavras do mês


- Adriana
- Sede DFC
- Tathiana
- Phantom Of The OPera
- Jogos de Espiões
- Revista da Takano
- 32 Anos


Claudio | 29 de janeiro de 2003
- 23:50



A mulher que passa
[Claudio | em homenagem a menina que passa]

"Meu Deus, eu quero a mulher que passa
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!
Oh! como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pelos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me concontrava se te perdias?
Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida
Para o que sofro não ser desgraça?

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!
Que fica e passa, que pacífica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça."

[Vinicius de Moraes]




Meu Deus

"Deus confiou aos seguidores de uma certa seita
o segredo de um caminho secreto, que levava a um lugar secreto,
onde se escondia uma espécie de pedra fundamental, igualmente secreta.
O segredo foi sendo transmitido de geração,
até que a localização exata da tal pedra foi esquecida.
Tudo bem, ainda se guardavam os segredos do caminho e do lugar.
Após mais algumas gerações os sectários só lembravam do caminho.
Vai, tudo bem. O tempo se encarregou de apagar da memória
até os traços do caminho secreto.
Mas Deus não ficou brabo não...

Pois Deus gosta mesmo é de uma boa história..."

[Pedro Bial | Do livro "Crônicas de Repórter]


"O mundo é frágil
e cheio de frêmitos
como um aquário..."


[Mário Quintana]


Claudio | 28 de janeiro de 2003
- 23:39


|Ouvindo "THe Phantom of the Opera"|

"and in
this labyrinth,
where night
is blind,
the Phantom of the OPera
is there/here -
inside your / my mind..."




[Depollas | House fronts with shutters]

Vida urbana

Estou cansado
Cansado do olhar da minha janela

Do caminhar da minha rua
E do cheiro da chuva que não molha a terra

Estou cansado de andar
milhas e milhas e não sair do lugar

Dos amigos sociais, dos objetivos sociais
Das lágrimas artificiais

Estou cansado da noite que não cai
...despenca

Do dia que não desperta
...acorda

Estou cansado
e cansado adormeço
e sonho com teus olhos criança
voando com as folhas do campo

[ Claudio ]

"Vítima da espécie humana"




"Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente, ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva e carrega o destino prá lá"

[Chico Buarque | Roda Viva]


Claudio | 28 de janeiro de 2003 - 00:31am



O Circo Místico

Não
Não sei se é um truque banal
Se um invisível cordão
Sustenta a vida real

Cordas de uma orquestra
Sombras de um artista
Palcos de um planeta
E as dançarinas no grande final

Chove tanta flor
Que, sem refletir
Um ardoroso expectador
Vira colibri

Qual
Não sei se é nova ilusão
Se após o salto mortal
Existe outra encarnação

Membro de um elenco
Malas de um destino
Partes de uma orquestra
Duas meninas no imenso vagão

Negro refletor
Flores de organdi
E o grito do homem voador
Ao cair em si

Não sei se é vida real
Um invisível cordão
Após o salto mortal


[Edu Lobo - Chico Buarque]

"Amar é mudar a alma de casa."

[Mário Quintana]



Claudio | 27 de janeiro de 2003
- 02:31am

Aprendiz



[Frederico na janela | Claudio]

Da janela contemplar o céu, como um
jovem aprendiz, imaginar o futuro
e ousar traça-lo até onde a
imaginação alcançar ...

[Claudio | Reflexão sobre a foto do Frederico]


[Mini Rover, um "cult" revisitado]


Percepção

... a percepção não pode ser vista como a
representação de uma realidade externa, mas deve ser
entendida como a criação contínua de novas relações...
As atividades das células (...) não refletem um meio ambiente
independente do organismo vivo e, conseqüentemente,
não levam em consideração a construção de
um mundo exterior absolutamente existente."

[A Teia da Vida | Fritjof Capra]



Margarida, adorei
!!!
[Versões de Mim]



Claudio | 24 de janeiro de 2003
- 23:38


Não me ajeito com os padres, os críticos e
os canudinhos de refresco: não há nada que
substitua o sabor da comunicação direta."

[Mário Quintana]


Que se danem os nós

"vim gastando meus sapatos
me livrando de alguns pesos
perdoando meus enganos
desfazendo minhas malas


talvez assim chegar mais perto
vim achei que eu me acompanhava
e ficava confiante
outra hora era o nada
a vida presa num barbante
e eu quem dava o nó
eu lembrava de nós dois mas já cansava de esperar
e tão só eu me sentia e seguia a procurar
esse algo alguma coisa alguém que fosse me acompanhar
se há alguém no ar
responda se eu chamar

alguém gritou meu nome
ou eu quis escutar


vem eu sei que tá tão perto
e por que não me responde
se também tuas esperas te levaram pra bem longe
é longe esse lugar
vem nunca é tarde ou distante
pra te contar os meus segredos
a vida solta num instante

tenho coragem tenho medo sim
que se danem os nós
"

[ana carolina | totonho villeroy]

Claudio | 23 de janeiro de 2003 - noite


"Amigos são a família que a gente escolhe."

Aqueles que lembraram e dizeram alô

- Claudia
- Marcia
- Hering
- Adriana
- Patrícia


:)



Claudio | 23 de janeiro de 2003 - mannhã



" Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse:" Vai Claudio...


a partir do poema de Carlos Drumond




"A gente encontra o próprio estilo
quando não consegue fazer as coisas
de outra maneira."

[Paul Klee]


"Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais:
o excesso de gente impede de ver as pessoas..."


[Mário Quintana]

Alma de artista

"Na minha cidade tem poetas, poetas
Que chegam sem tambores nem trombetas,
Trombetas e sempre aparecem quando
Menos aguardados, guardados, guardados
Entre livros e sapatos, em baús empoeirados
Saem de recônditos lugares, nos ares, nos ares
Onde vivem com seus pares, seus pares
Seus pares e convivem com fantasmas
Multicores de cores, de cores
Que te pintam as olheiras
E te pedem que não chores
Suas ilusões são repartidas, partidas
Partidas entre mortos e feridas, feridas

Feridas mas resistem com palavras
Confundidas, fundidas, fundidas
Ao seu triste passo lento
Pelas ruas e avenidas

Não desejam glórias nem medalhas
Medalhas, madalhas, se contentam
Com migalhas, migalhas, migalhas
De canções e brincadeiras com seus
Versos dispersos, dispersos
Obcecados pela busca de tesouros submersos
Fazem quatrocentos mil projetos
Projetos, projetos, que jamais são
Alcançados, cansados, cansados, nada disso
Importa enquanto eles escrevem, escrevem
Escrevem o que sabem que não sabem
E o que dizem que não devem

Adam pelas ruas os poetas, poetas, poetas
Como fossem cometas, cometas, cometas
Num estranho céu de estrelas idiotas
E outras e outras
Cujo brilho sem barulho
Veste suas caudas tortas

Na minha cidade tem canetas, canetas, canetas
Esvaindo-se em milhares, milhares, milhares
De palavras retorcendo-se confusas, confusas
Confusas, em delgados guardanapos
Feitos moscas inconclusas
Andam pelas ruas escrevendo e vendo e vendo
Oque eles vêem nos vão dizendo, dizendo
E sendo eles poetas de verdade
Enquanto espiam e piram e piram
Não se cansam de falar
Do que eles juram que não viram
Olham para o céu esses poetas, poetas, poetas
Como se fossem lunetas, lunetas, lunáticas
Lançadas ao espaço e o mundo inteiro
Inteiro, inteiro, fossem vendo pra
Depois voltar pro Rio de Janeiro"

Guardanapos de papel | Leo Masliah
Disco Nascimento | Miltom Nascimento


Claudio | 20 de janeiro de 2003 - 00:01




"Bom é chegar na praia, à tardinha,
um anúncio de pôr-do-sol no horizonte,
a água de ondas mansinhas...

Bom é voltar para casa, a chuva diminuindo...

...'Bom é tomar um banho quando a noite cai
e sob as gotas assimétricas do chuveiro,
é bom sentir saudade.'

Ruim é não ter saudade.

Bom é lembrar do primeiro livro,
do primeiro poema...

Ruim é voltar para casa, antes do fim das férias...

Bom é sair sem direção, pelas ruas da cidade,
pensando no que você fez de sua vida,
quantos grão de trigo largou pelo caminho árido,
quantos erros e palavras vis cometeu,
e é melhor ainda se perdoar,
começar a sonhar, novos projetos,
subitamente ter uma boa idéia e para o
melhor amigo telefonar.

Bom é sonhar. Realizar não é tão bom,
mas ruim mesmo é não realizar.

Bom é a arte, que faz até a vida melhorar...

O fim de um grande amor é muito, muito ruim.
Principalmente porque um grande amor não tem fim...

É bom receber um telefonema distante,
daquela pessoa que tanto lhe amou,
que tanto odiou, que você tanto amou e tanto perdeu...

Bom é amar.
Ruim é amar.

Bom é encarar a vida com fantasia.
Quando um amigo telefona...

...e pode ser bom escrever uma crônica
sobre coisas boas e ruins. Como pode ser ruim,
ou pior, assim, assim...

Bom...

[Pedro Bial | Do livro "Crônicas de Repórter]


Claudio | 10 de janeiro de 2003



Epitáfio
| Titãs

Devia ter amado mais,
ter chorado mais ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger enquanto eu andar

Devia ter complicado menos,
trabalhado menos ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
a cada um cabe alegrias e a tristeza que vier

O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger enquanto eu andar...

Claudio | 08 de janeiro de 2003

"Não se vive, porra, sobrevive-se."

[ Gabriel García Márquez]

Claudio | 06 de janeiro de 2003



Uma viagem sem destino, no velho caderno, no corpo tatuado,
ou na memória que insiste em não esquecer, alguns planos.
O mais importante deles SER FELIZ!

A viagem começou, faz algum tempo - 23 janeiro de 1971 -
alguns planos alcançados, outros perdidos no caminho e muitos
ainda por vir entre aqueles que saem da gaveta ou de uma
cabeça que não para de brilhar.
UMA PROMESA, só iniciar novos projetos após concluído os iniciados...
um silêncio... e a espera pela conclusão (a cabeça não para)

Claudio | 06 de janeiro de 2003


Compartilhar idéias, imagens, sentimentos.


Uma das primeiras coisas que me atraiu na internet, a falta de fronteiras.
Nos bate-papos, a ausência de referências visuais, assim como toda a
gama de "pré-conceitos" [aparência, idade, classe social, sexo] embora
isto ainda não seja em sua plenitude.
Nos "Blogs", o compartilhamento do cotidiano, gostos, emoções, gestos,
e acontecimentos quase banais. Um diário? Sem cadeados e em cima da
mesa... novas amizades, novas idéias e quem sabe um futuro mais
humanizado, onde, após preenchidas as folhas destes diários, sairemos
e nos encontraremos nas estradas da vida.