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Fevereiro | Arte e Encontros
Janeiro | Arte e Encontros


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Dezembro | "o ponto de mutação"

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Outubro | Dança - Movimento
Setembro | Em algum lugar
.Agosto | Paixão
Julho | Recriar a vida
.Junho | Corpo & Espírito
.Maio | Renascimento
Abril | Perdido
Março | Guerra
Fevereiro | Niver do Frederico
Janeiro | Meu aniversário




29.junho.04





Como dar um tempo?
Pedir para o mundo parar,
(por alguns instantes)? ...

Alguns pessoas têm acompanhado
meu desejo...
Desejo que me fez dizer não para
inúmeros trabalhos, oportunidades...

Pensei que um mês, talvez dois
resolveriam. Como costumam dizer
em diversas ocasiões: "Dá e passa!"
Ainda não passou.
Eu continuo com uma estranha
vontade de estar só,
longe do mundo,
se possível longe de tudo
e sinceramente não sei o por que.

"Postaria" esta parada com um
"splash", um borrão vermelho.
Mas esta não é uma parada trágica,
nem triste, é apenas uma parada.
E o Claudio que por aqui caminhou,
e fez gostosas amizades, foi e é
o Claudio do sorisso de uma orelha
a outra, do cabelo vermelho
feito divertido personagem de
historia em quadrinho.

Por hora deixo aqui meu sorisso,
e meu alegre silêncio.

Um beijo a todos e obrigado pelo
carinho, força e alegrias tantas.


Claudio Partes



25.junho.04


[1000 Imagens via Menina Alegria]


Sangrando

"Quando eu abrir minha garganta
Essa força tanta
Tudo que você ouvir
Esteja certa
Que estarei vivendo
...
Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
É apenas o meu jeito de dizer"

(e mostrar o meu amor)

[Sangrando (trechos) | Gonzaguinha | Intervenção Claudio]



"Eu caço o silêncio"



[177]


24
.junho.04


"Luz
e Silêncio
e Palavras"


[Meninos Não Choram - 2002 | Claudio]

Sobre Meninos e Lobos


Fantástico! Um show de interpretações, sem trucagens tecnológicas,
uma história repleta de vida, sentimentos . Um retrato da vida
que simplesmente é e ponto, onde os personagens, seres de verd
ade,
na maioria das vezes, estão além dos rótulos. Um retrato de como
as coisa estão amarradas, presente, passado e futuro.
Palmas, muitas palmas. Obrigatório.


[Claudio]



[Nick Knight]

Menina Da Lua

"Leve na lembrança
A singela melodia que eu fiz
Pra ti, ó meu encanto
Olhos d'água
Menino de asas
Quero te ver claro
Clareando a noite densa deste amor
O céu é teu sorriso
No branco do teu rosto
A irradiar ternura
Quero que desprendas
De qualquer temor que sintas
Tens o teu escudo
O teu tear
Tens na mão, querido
A semente, a arte
De uma flor que inspira um beijo ardente
Um convite para amar..."

[Renato Mota, com pequenas alterações | Obrigado!]

[176]


23.junho.04 - 02:15

Leonel Brizola

Não sou tão politizado,
a ponto de fazer grande dicertação
sobre o político ou o homem
Leonel Brizola. Porém deixo aqui
meu agradecimento por ter tido a
oportunidade de vivenciar momentos maravilhosos,
digo até, um dos mais gratificantes em minha
caminhada, trabalhando nos CIEPs (Brizolões)
com crianças, com a comunidade,
e com pessoas fantásticas.


[Claudio | Animação Cultural - Artes Plásticas - CIEP 281 / Posse]



Ouvindo:

- Para Quando o arco-íris encontrar o pote de ouro | Nando Reis
- Pies Descalzos | Shakira



Um apertado abraço:

- Mariana
- Midori Elis
- Míriam
- Luciana





Hahahaha!
Hahahaha!
Hahahaha!

[Vivi e Brisa, obrigado pela deliciosa gargalhada proporcionada!]


Desconfie sempre

Desconfie sempre
de pessoas que todo mundo fala bem
Pois elas poderão entrar em suas vidas,
tão sorrateiramente quanto divertidas
Irão lhe conquistando aos poucos
feito frutas de estranho sabor.

Desconfie sempre
das pessoas que todos falam bem
Pois elas são estranhamente belas,
com seus olhares diferentes,
suas formas imperfeitas,
e seus hábitos questionáveis
de fazer, acontecer e conquistar.

Desconfie sempre dos bondosos
seres que facilmente podemos gostar,
pois eles deixarão suas idéias e sua
vida de pernas pro ar.
Poderão dessarrumar sua cama,
bagunçar sua casa,
mudar o seu caminho
e até fazer você perder o rumo.

Desconfie sempre
desses maravilhosos seres,
que mudam nossas vidas
com seus sonhos loucos,
com seus passos, que pouco
tocam o chão.
Com suas formas simples
de fazer o céu tornar-se mais belo,
que acrescentam pitadas saborosas
as palavras mais fúteis.
Que trazem sentido a nossa
mais árdua caminhada.
Que nos fazem amar e
ser amado.

Desconfie sempre,
pois eles não são
deste mundo e partirão
deixando muita saudade.


[Claudio]


"Tornar o amor real
é expulsá-lo de você
Pra que ele possa ser
de alguém"

[Quem vai dizer Tchau | Nando Reis]





Chico Buarque | Notas sobre Beatriz

"E só tem graça aceitar uma encomenda quando você pode ser infiel ao que foi encomendado, quando você pode tomar certas liberdades. Quando eu estava fazendo as letras para as músicas de Edu Lobo, no balé O grande circo místico, havia um tema para a equilibrista que eu não conseguia solucionar. No poema de Jorge de Lima, a equilibrista se chamava Agnes, que aliás é um belo nome, mas a letra não saía. Então troquei Agnes por Beatriz, transformei a equilibrista em atriz e coloquei-a no sétimo céu, em homenagem à Beatrice Portinari, de Dante. Beatriz carregando minhas obsessões..."


[Chico Buarque | Parabéns pelos 60 anos]

[175]


17.junho.04 - 22:50

[Eu por Natasha]

Em busca do Menino

Estive fora uns dias,
não pensei em não voltar,
não pensei no tempo,
não vi as horas passarem.
O telefone tocou
e a TV dormiu acordada

Estive fora uns dias,
procurei uma nova casa
com uma janela
que permitisse avistar
o outro lado do mundo.
Mergulhei em alguns livros,
queimei alguns insensos,
dormi em cima
e ambaixo da cama

Estive fora uns dias,
e mentiria se disesse
não ter um destino.
Procurei olhar a vida
com outros olhos meus,
caminhar com outras pernas.

Estive fora uns dias
tentando observar
por onde caminhava
o Menino que mora
aqui dentro,
para onde estava indo

Tentei aproximar-me
do seu silêncio,
das suas páginas vazias,
do seu olhar quase triste,
do cabelo de fogo,
e das asas cobertas.

Estive fora uns dias
procurando trazer
de volta o Sol
e os Sonhos
que o Menino
alguns dia esqueceu...


[Claudio]




[Lisa Yuskavage]


Lua

"Às vezes tenho vontade
de sumir para a lua
a brancura iluminada
pelo sol
faz com que eu tenha
vontade de transcender...
elevar a alma
deixar no solo erste
corpo cansado

Vontade de silêncio
de ficar só

olhando para cá e
esquecer as confusões
do planetinha azul

Há tempo não sentia
essa vontade
enorme de chorar
em comunhão
com o mundo
pelas dores
que se têm sentido
sem o menor
sentido de fato

Violência e paxão
abrindo os poros
das pessoas...
fazendo minha sensibiliadde
compactuar com
essa dor

Hoje
em especial
queria ficar quietinh('o')
no colo da mãe natureza
dormir ao relento
sem ter que
voltar para casa..."

[Claudia Garrocini | Eclipsis Litteris | presente da Menina Alegria]

Caminhos
- Meu Porto
- Ópio
- Lágrimas da Alma
- Menina dos Girassóis
- Do meu lado de dentro


Observando
- Helmut Newton [Fotografias]
- Ver é Compreender Design | Ricardo Leite
- Noites Sem Fim | Neil Gaiman

Lendo
[e se deliciando]
- Noites Sem Fim | Neil Gaiman

Ouvindo
- Allanis Morissette
- Goldfrapp
- Belle and Sebastian


[174]

17.junho.04


[Mario Testino]

Metades

"Que a força do medo que tenho,
não me impeça de ver
o que anseio.

Que a morte de tudo o que
acredito não me tape os
ouvidos e a boca.

Porque metade de mim é o que
eu grito, mas a outra metade
é silêncio.

Que a música que eu ouço
ao longe, seja linda,
ainda que tristeza.

Que a mulher que eu amo
seja pra sempre amada
mesmo que distante.

Porque metade de mim é
partida mas a outra metade
é saudade.

Que as palavras que eu falo não
sejam ouvidas como prece,
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado
de sentimentos.

Porque metade de mim é o
que ouço, mas a outra metade
é o que calo...

Que essa minha vontade
de ir embora se transforme
na calma e na paz
que eu mereço.

E que essa tensão que
me corrói por dentro
seja um dia recompensada.

Porque metade de mim
é o que eu penso
mas a outra metade
é um vulcão.

Que o medo da solidão
se afaste, e que o convívio
comigo mesmo
se torne ao menos
suportável.

Que o espelho reflita em
meu rosto, um doce sorriso,
que me lembro ter dado
na infância.

Porque metade de mim é a
lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais
do que uma simples alegria
para me fazer aquietar
o espírito.

E que o teu silêncio me fale
cada vez mais.

Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra
metade é cansaço.

Que a arte nos aponte
uma resposta, mesmo
que ela não saiba.

E que ninguém a tente
complicar porque é preciso
simplicidade para
fazê-la florescer.

Porque metade de mim
é platéia, e a outra
metade é canção.

E que a minha loucura
seja perdoada,
Porque metade de mim
é amor, e a outra metade...
também!

[Oswaldo Montenegro | à velha amizade, distante mas sempre presente, Leonor,
e à igualmente distante, e admiradora do Oswaldo, Cris]



[173]


13.junho.04

Feliz dia dos Namorados


[Peter Hegre]

"Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale amar"


[Milton Nascimento]


[172]




Estilhaço

Deixo-me partir
feito vidro
pela pedra beijado
fragmentado

Vejo-me
de mil formas
milhares de formas
de ser eu mesmo

Estilhaço-me
na busca da
compreensão
que traduza
o eu inteiro.


[Claudio]

[171]

10.junho.04



"É uma infâmia nascer para morrer
não se sabe quando nem onde”


[Clarice Lispector]





Resta-me o silêncio
dos passos cansados
e dos olhos que não avistam
além do horizonte.

Resta-me o calar
não ardua tentativa
de sentir brotar
a fé e a esperança
do corpo que
irremediavelmete
apodrece
levando consigo
a alma
sedenta
de vida.


[Claudio]


[Faça você também Que gênio-louco é você? |
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia ]



O Haver

"Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.

Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil

E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...

Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens."

[Vinicius de Moraes]

Enquanto minhas palavras não vem,
pego emprestado palavras
que ilustram meu sentir,
que se não falam da vida vivida,
falam da vida sentida.
Palavras de Clarice, Vinicius,
palavras amigas
quase silêncio.

[Claudio]

[170]



9.junho.04

Querer

"Não te quero senão porque te quero
E de querer-te a não querer-te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
Te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
E a medida de meu amor viageiro
É não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro,
Roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
E morrerei de amor porque te quero,
Porque te quero, amor, a sangue e a fogo."

[Pablo Neruda]


StockCar Rio


[Flagrantes | Stock Car Rio 2004]


Domingo
Sol
Amigos
Cores
Formas
Motores
"Roncos"
Descontração
Bifes, muitos bifes !


[Claudio]

[169]

8.junho.04




Há muito ando numa fase silenciosa,
de brancas palavras,
vencidas apenas pelo vermelho sangue,
que me faz lembrar que a vida
não foi feita para sentar-se
na beira da estrada.

Tento, silenciosamente,
refazer minha caminhada
organizar as idéias,
as gavetas e os velhos livros
Tento perceber a real
distância que separam
netos e avós
e descubro que ela
reside em nossos atos,
no tempo que permitimos
"o encontro".

[Claudio]


Ouvindo até cansar: Angel | Robbie Williams


Das visitas
,
que romperam o silêncio
um beijo especial a Bárbara:
"pelos sonhos e pelas noites em claro";
à Míriam, pelo acolhedor Porto;
a Lu, pelas gostosas visitas;
e a Grandi amiga que não
me deixa emudecer, Adriana.
Da saudade,
que faz meus olhos
aguardarem no horizonte,
deixo meu sorisso: Cris.





[168]