“murmuravam palavras sem língua oficial com doce sabor”

Inefável, 2. gên. Que não pode exprimir por palavras, embriagante, extasiante, encantado. (Lat. ineffabile).
 



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Manual dos Sentidos

2005
Março/Abril
Fevereiro | Fim
Janeiro | Interrupção

2004
Dezembro | Prelúdio
Novembro | Retorno
Outubro | Pé na estrada
Setembro | Vida
Agosto | Encontros
Julho | Esperança
Junho | Mais Silêncio
Maio | Silêncio
Abril | Letargia
Março | Contemplação
Fevereiro | Arte e Encontros
Janeiro | Arte e Encontros


2003

Dezembro
Novembro
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Abril
Março
Fevereiro
Janeiro





 


30 Maio

Cris, não resisti! Faz tempo que não 'publico' uma,
Um beijão para ti e muita felicidade!



[Gabriele Rigon]

Um mês intenso, de muitas revelações
que fogem ao nosso querer e controle.
Mas como previsto este é um ano de grandes
mudanças e certamente não chegarei ao final
dele através de uma tranqüila caminhada.




Enquanto isso no feriadão:

- Terminando de ler | "O Reino do Amanhã" - Valeu Marcos;
- Curtindo a valer com Frederico Star Wars, com direito a
...muito "making off";
- Aproveitando o final de semana para fazer absolutamente nada
...[ou quase nada, afinal ainda não cheguei a este estado de
...perfeição 'mundana'];

- Assistindo mais filmes - Valeu Diego
...[minha irmã já está perguntando se eu não canso]



Parabéns do mês:

06 Claudia
21 Gustavo
22 Cris Cross
23 Michel
26 Rubens
30 Cris Viajante.

[não poderia deixar de esquecer alguns em suas devidas datas]


Caminhos

- Loretta Lux | Genial
- Clandestina!
| *
- Detalhes Apenas
| *
- O retardatário do fotolog
| *
- A Vida é uma Grande Festa | *
- Vou por a Vespa na sala! | *

[* Valeu Aline]

[266]

24 Maio


[cosimi | Sagna Bollea V]
...
"Um menino caminha e caminhando chega no muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar"
...
[Trecho de Aquarela | Maurizio Fabrizio - Guido Morra - Toquinho - Vinicius de Moraes]


No momento não estou só,
acompanha-me a solidão.
Ingrata solidão.


[Claudio]

[265]


20 Maio


[Met Art]

UM DE NÓS

Se Deus tivesse um nome, qual seria?
...
Se nós estivéssemos cara-a-cara com Ele e toda Sua glória?
O que você perguntaria se pudesse fazer apenas uma pergunta?

...

E se Deus fosse um de nós?
Apenas [...] como um de nós?
Apenas um estranho no ônibus?
Tentando trilhar Seu caminho de volta para casa

Se Deus tivesse um rosto, como se pareceria?
E nós iríamos querer olhá-lo?
Se olhá-lo significasse que você teria que crer em coisas como o Paraíso
E em Jesus e nos Santos e em todos os Profetas?

E se Deus fosse um de nós?
Apenas [...] como um de nós?
Apenas um estranho no ônibus?
Tentando trilhar Seu caminho de volta para casa

...
Ele não estaria em casa
Não, não. Ele não estaria em casa

[One of us | Prince]


Ouvindo | Alanis Morrisette


[264]



16 Maio


[Stock Photos]

Tragédia | Milagre
A vida é repleta de pontos de vista divergentes.



Coisas boas da vida

Ainda ando distante de onde gostaria, mas sinto
Aos poucos o parzer de quão complicado a a vida pode não ser.
Através de um telefonema que nos trás a voz e os
sentimentos de um amigo distantee de longa data.
O poder cada vez mais curtir o filho e dedicar tempo
a família. O papear, ainda que através de sofisticadas siglas, MSN,
ICQ entre outras. O ser convidado em meio a domingão de sol para
uma feijoada com os amigos com direito aquela cachacinha.


Trocar idéias, imagens e experiências, montar uma exposição,
terminar de ler aquele velho livro, discutir sobre trabalho,
expor novas idéias e buscar novos pontos de vista.

Planejar viagens e viajar. Não esquecer de marcar a próxima aula
de surf. Ouvir novos sons, fazer novas amizades, cultivar as velhas.

Olhando bem, não estou tão distante assim,
basta abrir os olhos e vivera Vida.

Abraços para os velhos amigos:
Chica, Selma, Mari, Cris Cross, Dri, Tathi, Ju, Nathanson, Patrício

Para aqueles que chegam:
- Wagner, Mafalda, Claudia, Adriane

E saudações aqueles que nos guardam.

[263]


[Boris by Mari Ribas]



Mas volte,
linda, sorrindo, dançando
Ao silêncio ou sob a chuva...

Vá e volte
sem bater
sem avisar

Vá e viva e volte sempre
Que a vida se faz de movimento
de som e silêncio
de dança e descanço.


[Mari um beijo]

[262]

11 Maio



Alma nua

"Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber...

Oh Pai
Não deixes que façam de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razão
Não cale o azul da aura que me vestes
Da-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
Laçando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor
Quase eu tiver que ficar nú
Hei de envolver-me em pura poesia
E dela farei minha casa, minha asa
Loucura de cada dia
Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorar a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio

A vadiagem pela rua
Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima
Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima
Oh meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
De ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
Me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menino, morrer poeta."

[Vander Lee | "Alma Nua" com trecho de "Onde Deus possa me Ouvir"]

Para meu filho, meus amigos.

[261]

10 Maio


[James Porto]

Léo e Bia

No centro de um planalto vazio
como se fosse em qualquer lugar
como se a vida fosse um perigo
como se houvesse faca no ar
como se fosse urgente e preciso
como é preciso desabafar
qualquer maneira de amar varia
e Léo e Bia souberam amar
Como se não fosse tão longe
Brasília de Belém do Pará
como castelos nascem dos sonhos
pra no real achar seu lugar

como se faz com todo cuidado
a pipa que precisa voar
cuidar de amor exige mestria
e Léo e Bia souberam amar

[
Oswaldo Montenegro]


Kuki, compartilho destes momentos.


[Claudio]

[260]

09 Maio

Mãe

Nem sempre grandes lembranças são
feitas de palavras ou gestos explícitos,
de "sims" ou atos de puro protecionismo.

Acredito que na maioria das vezes é preciso ser
muito forte para deixar a "cria" caminhar com
as próprias pernas, os próprios instintos e força.
Em especial quando esta não se encontrará
ao alcance dos olhos.

Ser forte, acreditando que ela será capaz de
retorno com louros ou arranhões das inúmeras
quedas que sofrerá sem as asas protetoras
ou um colo onde poderá se amparar.

Acredito que ser mãe é acreditar,
sem muita das vezes saber em quê.
É tentar não se impor afim de deixar
fluir a natureza inata.

É permitir que esta vida caminhe
com as próprias forças rumo aos
seus sonhos e seu destino.

[Claudio à minha mãe, por acreditar e permitir | Que não me falte nunca a gratidão]

[259]



[Tasca da Cultura]

"Quem não tem lazer não pode dizer que tem independência.
Falam da dignidade do trabalho. Tangas.
Verdadeiro Trabalho é a necessidade da pobre condição
terrena da humanidade. A dignidade reside no lazer.
Para além disso, 99 por cento de todo o trabalho feito no mundo
é idiota e desnecessário, ou prejudical e maldoso."

[Herman Melville | Carta a Catherine G. Lansing | Setembro 1877]

[258]



[
Janela da Alma]

"Não quero fazer mais nada que
não tenha origem num ato de amor.
E acho que o que quer que façamos
por qualquer outra razão seja
perda de tempo."

[Win Wnders |Documentário Janela da Alma]

[257]


06 Maio

Para minha maninha | FELIZ ANIVERSÁRIO!



Confissão

Derrepente estava ela ao meu lado
a pele ainda alva os seios encobertos

Os olhos traziam
resquícios da caminhada
dos crimes impostos pela vida

Sua feição de menina
que se reservara
para o grande amor
Talvez tenha dado lugar
à companheira, cumplice fiel
a escolha que ela mesma fizera

Um simples gesto a denunciaria
revelando que apesar dos anos
Ainda existia uma menina
vivendo em seu interior.


[Para Luciana, amiga e musa inspiradora dos velhos tempos]

[256]


05 Maio



O Anjo

A mulher era magra, não muito alta, loira e de cabelos desgrenhados e a pele sordidamente branca. Pelas costas, pescoço e coxas adivinhavam-se as marcas daquela noite e muitas outras repetidas na mesma cama. O homem, moreno de olhos miúdos, mãos esguias e pernas escanzeladas, usava óculos muito graduados. A sua pele era como a de todos os homens: nua, fétida, viscosa e fria.
Iluminava-os um abat-jour de gosto questionável e luz mortiça. A cama, de lençóis riscados, era de madeira escura e o desenho da cabeceira estranhamente comum. Velha, recuperada da casa dos avós. Possivelmente o exacto leito onde foram concebidos os próprios pais.
A cama rangia numa cadência ritmada, umas vezes frenética, outras quase quieta.
Entrou de rompante no quarto, nem precisou de forçar a porta. Trazia consigo a macabra arma desse hediondo crime. Deu o primeiro passo em direcção aos dois amantes. Permaneciam na mesma posição. O corpo estreito e pálido da mulher continuava cavalgante o seu companheiro. Até que dessem pela presença, foi apenas o instante em que o homem contorceu-se em estranha convulsão, virou o rosto para o lado e vislumbrou-a… de branco e sem rosto. A inveja, o ódio, a morte… o que fosse.
Paralisada e em choque, a mulher esconde-se, nua, no lençol que pendia para o chão. O seu companheiro, precipitando-se para a inesperada visita, gela de horror ao aperceber-se que o corpo feminino, imóvel na sua frente, não tinha cara. No entanto, adivinhava-se uma mulher, bela. Sim, não, talvez. Uma mulher sem rosto, sem feições, quem sabe até sem sentimento, coração.
O branco vulto trazia consigo a luminosa arma com que se estropiam os torpes apaixonados.
Num só golpe degola ambos amantes. Os gritos ecoaram cem vezes. E a pobre criança que escondia os ouvidos dos lascivos gemidos dos pais, desapareceu com um branco anjo de olhos claros e cândido semblante.


[Mafalda Cortegaça | Chá Verde e Fenilalanina]



[Christian Coigny]

Na viagem

- Chá Verde e Fenilalanina
- Romances de Faca e Alguidar
- Christian Coigny
- Umbigo Magazine


[255]

04 Maio


["Between Darkness & Wonder" - Carlos A. A. Pereira | Direto do "Porto" mais acolhedor do mundo, Miriam um beijo]

Não havia nada lá


"Quem te levou?
Quem apagou a sua imagem do ar?
O que te fez mudar de vez a casa de lugar?
Eu procurei as flores que plantei
E não havia nada lá

Quando chegou
Até pensei que era pra ficar
E quando se foi
Eu juro que achei que iria voltar
Mas quando abri a caixa descobri:
Não havia nada lá

Não havia mais um dia perfeito
Não havia mais com que se enganar
Ventania no nosso deserto particular
Não havia mais maneira ou jeito
De fazer tudo se modificar
O futuro terminou antes de começar

Mas tudo bem
A gente tem mesmo é que se libertar
De ficar com alguém
Fazendo planos pro dia que ainda vai chegar

Pois me procurei dentro de ti
E não havia nada lá"

[Paulinho Moska]

[254]

Na telinha:
- Desafio vertical



Rio Cultura

Fazia tempo que eu não andava pelo Rio
com gostinho de cultura e cidade que acolhe.
Um interválo de quase 15 anos separa o Claudio
de ontem e o de hoje.

Naquela época vinha dar um passo profissional
rumo ao hoje "design gráfico", os passos de hoje
buscam libertar os traços e a alma do "artista".

Da Tijuca para Urca, do Senai para o Ateliê.
No caminho o velho CCBB, fotos, esculturas,
ilustrações a arte me beija e seria prazeroso
compartilhá-la com velhas e novas companhias.
É difícil respirar estes ares se pensar em alguns
nomes: Tathi, Leonor, Sheila, Cris Borzino,
Cris Viajante, Chica, Renatilde.

Retorno com tranqüilidade para Serra,
onde compartilharei com meu filho e amigos
o gostinho deste "novo Rio"


[Claudio | 20.04]

[253]

01 Maio

Cris, te gosto muito!
[Sobre nossas fases de desavenças]


[Monica Belluci]

Tudo é possível

Vou abandonar o que já sei
E acreditar no incrível
Pois foi por água abaixo
aquele nosso plano infalível

E para suportar a dor de perceber
O seu desprezo ao me perder
Sei que preciso reinventar o amor
E colocá-lo novamente dentro de você

Quando eu modificar a imagem
Que aprisiona o seu pensamento
Você vai vencer o medo de viver
e seus desdobramentos
E vai encontrar o caminho da beleza
Labirinto dado como perdido
E vai subir no alto de uma torre
Na alma do nosso castelo demolido

Tudo é possível,
não há nada que se possa deter

O que era impossível acaba de acontecer


Eu sei que o Tempo é uma grande árvore
De galhos infinitos
E que o presente é o momento
em que ela dá seu fruto mais bonito

E que amanhã tudo talvez
Nos apareça claro como foi no início
A mesma ilusão de amor nos faz saltar feliz
De um novo precipício
E então vamos sentir de novo
O gosto da eternidade
E confundir instantes de alegria
com a real felicidade

Ou, sem percebermos,
Os dias irão passando como um trem sem estação
E lá estaremos nós com os pés no chão
Mas encostando o céu com a palma das mãos
Tudo é possível, não há nada que se possa deter
O que era impossível acaba de acontecer


[Paulinho Moska]

[252]



[Frost | Leaves Behind ]

Bate-papo

Adoro nossos "bate-papo" assim
com gostinho de liberdade.
De ir enquanto o outro vem.
De sorrir sem desdém.
De falar de balas e músicas,
como quem prepara uma receita
complicada: brigadeiro, pipoca,
ou misto-quente...

Ah! doce Mari,
sem todos fossem iguais a você,
assim como o Poeta.
O mundo seria melhor,
Bem Melhor.

[Claudio]


- So Fake
- Minhas Entrelinhas
- Filmes GLS [ou quase]
- Paulinho Moska | Multiply
- Quelque Chose

[251]


SEM RODEIO