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manual.dos.sentidos
continua...
31 Dezembro 2011
Da mais tênue idéia de gerar
uma vida,
uma criança, que se tornará
adulta...
idealizando realidades até então
impensáveis...
atravessando fronteiras e distâncias
'impossíveis'...
proporcionando encontros, curas, sorrisos
a partir da crença que tudo é
possível.
Que
assim seja 2012
de muitos sonhos
realizados
“A memória luta contra o tempo.
É um cabo de guerra constante.
Um dia, em outra terra, vais notar que os
sons, os cheiros, as vozes que por toda vida
te acompanharam não estão mais
contigo. Só a memória pode recuperá-los.
Então, vais tentar te concentrar, fazer
força para lembrar de algo… da
cor das paredes, de um sabor, de um nome de
um alguém… e vais te dar conta
que é tudo fugaz, que o tempo venceu
a memória, que os perdeste.
Aí, peço que lembre de teus
amigos. Pois são eles que serão
ao mesmo tempo inesquecíveis e guardiões
daquilo que procuras, procuras, procuras e
não consegues recuperar.”
Carlos
Trillo | El
Loco Chávez |
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As
vezes construímos um universo
tão grandioso que nos perdemos nele.
Caminhos
-
O
Homem que Engarrafava Nuvens
- Blog
Cia. das Letras
Ouvindo
-
Criolo
- Sie7e
- Sérgio Britto
Um ano tendo como trilha sonora a diversidade
do nosso país,
descobrindo melodias novas e músicos
surpreendentes, entre eles:
- Movéis Coloniais de Acajú
- Polayne
- Mombojó
- Marcelo Jeneci
- Fino Coletivo
- Luisa Maita
- Boddah Diciro
- Bruna Caram
- Tiê
- Validuaté
- Wado
- Tulipa Ruiz
Vida
[ou Pequenos Improvisos]
Noite adentro, meio sonho meio vida
Um sonho, uma vida, um perfume de luar.
Não sei se é a vida invadindo
os sonhos
ou os sonhos se apoderando da vida,
mas a lua convida, no embalo uma armadilha,
um jogo noite adentro, uma dança!
Uma ciranda multívoca! Para vestir
a alma de cores
e percorer o infinito que habita-nos,
há eclodirem os sonhos antes adormecidos...
a alma em festa brinda o encontro com o corpo,
leve e solto como uma criança alegre
a percorrer uma vida inteira
com o humor estampado no coração.
Não sei se foi o tempo que andou para
trás,
mas saúdo a renovação
adquirida nessa vida
embebecida de brincadeiras e de sorrisos soltos,
leves, breves
Que deixam brilhos no céu mesmo quando
extinta a vida
Que deixam esperanças aos que tiveram
oportunidade de partilhar
um se quer momento comigo como um registro
do bem querer
uma espécie de tatuagem de amor
amor ágape
Um amor que estende-se além da triade
e não cabe em palavras
Apenas do lado esquerdo do peito daqueles
que creem no Bem!
Claudio
Partes e Andréia Frota |
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Todos
os dias
Se nos permitirmos aprendemos com todos, todos
os dias.
Aprendemos
com os mais velhos experiências passadas,
lembranças
de como foi possível chegarmos até
aqui, onde estamos.
Lendas, crenças, superstições,
‘cautela e caldo de galinha...’
Com os mais novos aprendemos a vivenciar
o futuro,
que chega tão inexperiente e afoito
como o ‘trem da juventude...’
Aprendemos
o valor das diferenças e o quanto
somos igualmente diferentes,
dos estranhos, dos amigos, dos familiares,
dos pais, dos filhos e que tamanha
diferença nos tornam terrivelmente
humanos, racionais, animais, terrestres,
‘crentes’
sem provas de onde viemos e para onde vamos.
Aprendemos
que tão ou mais importante que os
nomes, sobrenomes, ofícios, signos,
templos e certezas são os valores
que atribuímos a estes, e o quanto
é NOSSA responsabilidade todo bem
e todo mal realizado.
Aprendemos
o quanto é difícil sermos
nós mesmos,
sendo mais e menos em um só ser.
E que por mais que saibamos, sempre faltará
um ontem ou um amanhã,
uma parte que nos faça ser o outro...
Aprendemos
o que somos ou o que não desejamos
ser.
Aprendemos
que Amor e ‘Crença’ estendem-se
para além das mãos e dos olhos
para nos encontrar num futuro igualmente
impreciso que não carece de certeza
para que continuemos seguindo em frente.
Aprendemos
e mudamos todos os dias sejam eles
no na virada ou no decorrer de um ano.
Se nos permitirmos
serão mais felizes todos os dias
e todos os anos...
"E
no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente...
Você veio
...
Não é fácil..."
em
"memórias, crônicas
e declarações de amor"
| Marisa Monte |
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Na
Telinha
-
Guerra dos Tronos [1a Temporada]
Lendo
-
Fotografia Digital el Color - Michael Freeman
- A Refundação do Brasil - Luiz
Gonzaga de Souza Lima
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Gabriele
Basilico | Rio de Janeiro |
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Rio, 16 a 18 Dezembro
Aonde
quer que eu vá
"Não estou ao seu lado
Mas posso sonhar
Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá...
Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
E aonde quer que eu vá...
Longe daqui
Longe de tudo
Meus sonhos vão te buscar
Volta prá mim
Vem pro meu mundo
Eu sempre vou te esperar"
InCertezas
Não
sei os outros, mas eu às vezes gosto
da falta de razão,
a ausência de gravidade que prende as
coisas aos seus lugares,
as palavras às sentenças, os
pés à terra, as almas aos corpos,
os desejos às razões.
Gosto de
combinações impensadas, aquelas
que ocorrem no instante,
horas criam tensões e outras prazeres
inesquecíveis.
As vezes
não gosto do “Bom dia!”
que são dados de forma atomata,
prefiro o silêncio de dias inteiros,
mas as vezes adoro pessoas que chegam
como se tivessem entrado por porta errada,
e de súbito soam bem-vindas,
recebidas com uma xícara ou taça
de sorriso. Às vezes, quase sempre,
me sinto a vontade com essa imprevisibilidade
de quem chegou sem ser convidado e assim
partirá,
feito nascimento e morte... Entremeado de
um recheio gostoso.
As vezes
não são as palavras, os desenhos,
as fotos, as canções ou mesmo
o vazio
e sim um não fazer sentido, como
um deus sem rosto, um mantra sem tradução,
uma vida sem explicações...
Não deixam de ser Deus, Oração,
Vida ou Algo que mereça explicação
para ser Verdadeiro.
Às
vezes um simples gesto transforma uma vida,
valem anos de espera
ou tantos outros para seguir em frente...
Alguns
momentos desejo um abraço apertado,
um beijo, sentir os corpos extasiados, outras
a lembrança de momentos como este
valem a incerteza de esperas que
parecem eternidades.
Ouvindo
- Anna Calvi
- Lisa Hannigan
- Spice Girls
- Fino Coletivo
- Bruna Caran
- Renata Arruda
Caminhos
- Chovendo
Tinta
- Other
Voices
- Pega
a Palavra e Come
Dezembrar
é...
Eis que inevitavelmente
chega dezembro
com suas luzes e chamadas natalinas
Uma artificial aura de solidariedade toma
conta do mundo,
como se pudessemos em um mês ou bem
menos que isso
redimir a alienação solidária
usurpada pelos afazeres dos
últimos onze meses
Dezembro inspira
férias, um repouso do cotidiano
um reencontro familiar,
por breves momentos somos devolvidos aos
lares,
alguns castelos de cartas que ao menor sopro
atiram-nos
para longe da solidariedade que paira no
ar
Dezembro é época
de presentarmo-nos com novas promesas
muitas que não foram esquecidas,
apenas sufocadas,
cedendo lugar aos dias que não se
calam
e nos pedem incondicionalmente a plenitude
repleta de falsos amanhãs
Dezembro nos convida para um aniversário
fora de época, numa estação
de faz de conta,
onde sacrificamos vidas em banquetes
que escoam
silenciosamente
como olhares atrás das vitrinas
Mas dezembro também trás presentes
um olhar no espelho
um telefonema
um cair em si
reencontros de velhos conhecidos
há muito distantes
Nos reencontramos em dezembro
buscando não nos perder nos dezembros
que virão,
não são falsas as promesas,
os desejos
que não podemos esconder na calada
da noite
São brilhantes, lágrimas
de promesas que receamos ficarem
perdidas entre um dezembrar e outro
Dezembro carrega um vazio sem fim...
Mas nem todos os dezembros têm
que ser iguais
'Sim!'
Respondo
a loucura
para que caminhemos
cumplices dos desejos mais íntimos
E que a cada encontro
não haja dúvidas
apenas calor e frio
inverno e verão
sonhos encontrando realidade
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Cartaz
japonês de "Angel-a" |
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Ouvindo
- Anja Garbarek
- Bïa Krieger com Yves Desrosiers
Na
Telinha
- Angel-A
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