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Autoria Desconhecida | Via Vi-sualize-us.. |
Sangue Latino
" Rompi tratados
Traí os ritos
Quebrei a lança
Lancei no espaço
Um grito, um desabafo...
E o que me importa
É não estar vencido
Minha vida, meus mortos
Meus caminhos tortos
Meu Sangue Latino
Minh'alma cativa...
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João Ricardo / Paulinho Mendonça |
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Claudio Partes |
Pequena experiência do olhar (ou dos sentidos)
Fotografar ou fazer arte, no seu sentido mais amplo, para mim é
comunicar-se além da razão, é valer-se dos sentidos, de uma percepção
que vai além da compreensão. Aproxima-se da experiência/sensação que temos
quando acabamos de conhecer alguém, a qual não temos nenhuma referência,
e gostamos como se amigos de uma vida inteira ou simplesmente não
conseguimos gostar, por mais integra que seja.
Fotografar (fazer arte) é contar um pouco de mim, do meu mundo, da forma,
cores, ângulos e momentos que percebo-o. Como numa conversa de longos
minutos que levamos apenas uma palavra, e esta palavra passa a ser a conversa,
o momento, a lembrança. E ao referirmo-nos essa conversa ou momento, eis
que nos deparamos com "aquela palavra".
Escrever, pintar, desenhar com a luz (fotografar) é compartilhar momentos
únicos, que se não compartilhado correm o risco de partirem conosco (relembrando
Roy Bates em Blade Runner). Momentos que vão além de um por do sol,
uma paisagem ou angulo e forma visto por "todos"
É o mundo visto por nossas lentes, filtros, sensibilidade ou "insensibilidade".
As flores que abstraímos para ver a textura das folhas, sangue no espinho,
o sorriso em meio ao caos ou a total miopia de quem por alguns instantes,
frações de segundos não deseja ver, apenas sentir e traduzir o momento em
algo (arte) passível de não ter de forma clara e definida, nem cor, forma ou mesmo
nome.
Minha fotografia/arte busca ouvir, e falar dos momentos que pouco falamos,
ouvimos ou nos permitimos sentir. Do mundo restrito, reservado, acuado.
Dos filhos que nem tudo expressam, racionalmente/verbalmente, aos pais.
Dos pais que nem tudo sabem dos filhos. Dos segredos habitados nas relações
mais íntimas, que não se valem das palavras, cores e formas como normalmente
as conhecemos para comunicarem-se.
Minha fotografia busca sentidos...
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Autoria Desconhecida | Via Vi-sualize-us.. |
Presença
Não é toda noite que despertamos como se um ser iluminado
viesse nos visitar
Abrimos os olhos, e percebemos que não estamos só
Olhamos ao redor
E apenas sentimos, sútil presença.
O amanhecer é leve
E assim caminhamos dia afora...
Por Um Pouco de Paz
" Cumpro a sentença e compenso o que a cela limita.
Peço licença de meu senso e me faço visita.
Me conto como está um antigo amigo inventado,
Confesso a saudade de estar comigo ao meu lado e
Tento cavar um túnel que me leve de volta
A tudo que me prendeu,
Sem saber ao certo se era eu naquele instante,
Diante da chance de roubar um pouco de paz,
Roubar um pouco de paz... preso por não ter sossego.
Sem recompensa, um clima tenso, a pena me irrita.
Mas não faz diferença, me convenço e cancelo a visita.
Me dou um bolo sem nenhum sabor,
Bolo um plano de fuga à prova de dor e
Tento cavar um túnel que me leve de volta
Ao mundo que me prendeu sem saber ao certo se era eu naquele instante,
Diante da chance de roubar um pouco de paz, roubar um pouco de paz.
Brigo pelo estopim de um motim, de uma fuga em massa
Uma rebelião qualquer que me devolva a graça
E o sol quadrado não aquece, já não amanhece o brilho que existia em meus olhos
Naquele instante,
Diante da chance de roubar um pouco de paz, roubar um pouco de paz,
preso por não ter sossego
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Jay Vaquer..... |..... Imagem: autoria desconhecida |
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Capas | Explosions in the Sky |
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OUVINDO
- Explosions in the Sky
- Jay Vaquer |
Se eu disser
" Se eu disser que dura sempre
a vontade de lhe ter
Os meus olhos vão em frente
ao azul dessa mulher
Se eu disser que é proibido
enfrentar o meu destino
Se eu disser que ando louco
e não é pouco ...
Se eu disser que dura sempre
a vontade de um olhar
Nasceu tudo tão derrepente...
Se eu disser que é proibido
enfrentar o meu destino
Seu disser que ando louco
e não é pouco
Só por causa do amor dessa mulher
Eu ando louco
e não é poco
..."

Autoria desconhecida
Pequenas coisas para colocar na bagagem
Nossas vidas vêm e vão e pouco podemos precisar de fato
sobre as chegadas e as partidas.
Quando uma nova canção passará integrar a trilha sonora
de nossa vida, melodias que subiamente nos tira dos afazeres,
nos transporta no tempo, alheio ao nosso concentimento?
Quantos novos poetas, versos
e poemas passaram a
ocupar linhas da nossa autobiografia não escrita?
Quantos livros somaram-se aos nossos, tornando ainda
maior nossa dimensão do mundo, numa cumplicidade de
histórias que não estão nas páginas, tão pouco nas linhas
e entre-linhas. São partes da memória, das lembranças que
tornam um livro único?
Quantos Cafés guardam as lembranças das nossas risadas,
de alguns olhares aburrecidos, de mão entrecruzando dedos,
de anéis e cumplices alianças?
Quantos desses cafés retomamos com olhar distante
ao longo da caminhada?
Quantas palavras evocam silêncio, como se tivessem
força para parar o tempo?
... algumas palavras têm dono,
são sagradas, não pertencem a mais ninguém.
Quantos dias de chuva, manhãs de sol, noites enluaradas,
e madrugadas tem nossa história?
Quantas loucuras que sequer imaginávamos ser capazes?
Quanto prazer em estar vivo, e em alguns momentos,
de fato,
sentindo-se vivendo?
Quantos íntimos segredos ainda guardamos
em nossa
mala de viagem?
Histórias anteriores a história, quando
ainda nem éramos o que somos.
De um tempo
onde não nos víamos, de onde não
avistávamos e
sequer
imaginávamos o quanto nossas
vidas
tomariam rumos que não dos nossos
sonhos.
Quantas pessoas irão nos acompanhar, quantas contarão,
ainda que silenciosamente, nossas histórias, assim como
nós contamos, infinitas vezes, como cantigas de ninar.
Quantas lembranças são nossas?
Quantas foram
e quantas ainda virão?
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OUVINDO
- Mula Manca e Fabulosa Figura
- Vitor Araújo
VISTO
- Sete Vidas
LENDO
- O Homem Deus ou o Sentido da Vida | Luc Ferry
LEITURA DINÂMICA
- A queda da Propaganda | Al Ries & Laura Ries
SENTINDO
+ Saudade |
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Manhã de Carnaval | Claudio Partes.. |
O apartamento quase vazio
Algumas fotos, Cds, revistas e livros:
Quintana, um livro sobre nada,
vita brevis...
Pela janela junto da manhã entra o verde
A energia calma e o silêncio afagam a alma
A vã tentativa tentativa de qualquer compreensão
cede lugar aos impulsos primeiros que
dispensam nomes
e certezas:
morre-se e
vive-se por amor.
A noite chega, centelha de carnaval
despertam-me
e através da lua chego até seus olhos,
onde pequenas luzes ocultam travessuras.
Adormeço em teus lábio
desejoso...
................................................................... 'de estar mais perto se perto'
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Claudio Partes.. |
"
..........O primeiro impulso é sempre o mais justo
..........É mais verdadeiro
..........E o primeiro susto
..........Dá voltas e voltas
..........Na volta redonda de um beijo profundo
Estas linhas que hoje escrevo
São do livro da memória
Do que eu sinto por ti
E tudo o que tu me dás
É parte da história
Que eu ainda não vivi
E a força do desejo
Faz-me chegar perto de ti
Quando eu te falei em amor
Tu sorriste para mim
E o mundo ficou bem melhor
Quando eu te falei em amor
Nós sentimos os dois
Que o amanhã vem depois
E não no fim"
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Trecho de 'Quando eu te falei de amor'
Introdução: 'Foi feitiço'
| André Sardet |
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Zona de Lançamento #2 - Marta Jourdan | Foto Claudio Partes.. |
As pessoas se conhecem. Fazem planos.
Se unem. Tem filhos. Eles crescem, chegam aos
seis, sete anos, sonham.
Sonhamos com eles.
Vamos até uma agência
abrir uma poupança.
Eis que acontece um assalto.
Um tiro... e os sonhos são atingidos... alguns
morrem, outros ficam sobre camas a vida inteira...
Alguns culpam Deus, outros vêem como fatalidade,
parte do proesso de algo que esta vivo. Alguns
morrem junto, outros criam enormes jazigos,
outros simplesmete continuam a caminhada...
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Razões, loucuras e poesia do ser | Claudio Partes |
"Enquanto esperamos viver, a vida passa rapidamente."
"Há um descontentamento generalizado no mundo moderno. A sociedade se interessa mais pelos meios em si do que pelos fins. Um olhar sobre o Iluminismo ajuda a compreender esse novo mundo. As mentes mais brilhantes do século XVIII buscavam nas ciências e nas artes emancipar a humanidade do obscurantismo da Idade Média. Tudo era feito com o objetivo de, no fim, alcançar a liberdade e a felicidade. Hoje, o movimento das sociedades não se inspira em ideais superiores em termos de civilização. A sociedade se movimenta no sentido de estabelecer a concorrência acirrada entre todos os indivíduos, sem objetivos finais claros. A história não se move pela aspiração a um mundo melhor, mas pela ação mecânica da competição. O êxito pessoal é o que importa. Precisamos ter poder, dinheiro, um carro novo, uma mulher nova, os filhos mais bonitos, tudo para conseguir o reconhecimento alheio e nos sentir superiores aos outros."
Não sei dizer se isto é um retorno.
Sei que é um impulso, um desejo de transformar
em palavras e imagens sentimentos...
Talvez a vontade de 'beber seu olhar com paciência e doçura'
Alimento-me de liberdade,
sonhos e loucura,
morro se não tiver esses ingredientes
em minha vida.
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Claudio Partes
julho, 23:45
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OUVINDO
- André Sardet | Acústico
- Nenhum de Nós | Um girasol da cor do seu cabelo
VISTO
- Fim dos Tempos | M. Night Shyamala
LENDO
- O Homem Deus ou o Sentido da Vida | Luc Ferry
LEITURA DINÂMICA
- A queda da Propaganda | Al Ries & Laura Ries
SENTINDO
- Saudade |