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[Gabriele Rigon]
Partindo da caminhada e experiência profissional e artística, que busca e estimular sempre o exercício do novo e da criatividade, acabei ao
longo da caminhada envolvendo-me com inúmeras diferenças, idéias, classes sociais, crenças, filosofias, algumas conhecendo mais a fundo e outras menos, mas o suficiente para concluir que mesmo naquelas situadas mais distantes umas das outras existiam em ambas conceitos bons e ruins, e que a maioria das idéias danosas eram egoístas, ou limitadas, ao concluir serem
melhores ou mais importantes que outras.
Fiz inúmeras amizades, adotei e fui adotado por famílias, crianças e jovens com mais de 70 anos, amigos que assustam-se com a idéia de subir um morro, outros que acham que a vida da cidadeé coisa para loucos. Outros considerados gênios, assim como analfabetos e outros que apesar de inúmeras graduações pouco aprenderam sobre o que é viver e respeitar o próximo e o meio
em que vivem.
Descobri, e descubro mais a cada dia, que fechar-se para o mundo
e o que não conhecemos, é cultivar um certo egoísmo, é não
estarmos aptos a lidar cara a cara com realidades que vão além das teorias, e com isso sermos intolerantes com aquilo que não conhecemos,
ou simplesmente ignorarmos como se estas diferenças não fizessem a menor diferença em nossa existência ou na existência de nossos filhos e netos.
Nestas páginas reúno, algumas dessas influências, pelas suas características que num primeiro contato podem parecer loucas, utópicas e impossíveis. Mas que certamente acho que nos leva a
refletir sobre quão limitados somos em nossas ações e mesmo conceitos sobre seres superiores respeitando o próximo e o próprio meio ambiente.
Nem todas as idéias aqui expostas busco empregar no meu dia-a-dia, pois muitas ainda tento compreender, "digerir mentalmente", outras porque ainda nos vejo num meio com pouquíssimo terreno fértil para que elas se desenvolvam.
Aos que se permitirem, o "impossível", boa leitura. (1)
(1) Impossível é algo que não existe.
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